8 Passos para Atingir Objetivos

Todos nós ansiamos constantemente por atingir objetivos, mesmo que no final da linha não sejam os mais relevantes para a nossa vida. Para a maioria das pessoas, atingir objetivos significa que foram capazes de concluir algo com sucesso. Mas atingir objetivos pode ser bem diferente de terminar uma tarefa, isto porque, eu posso terminar uma tarefa e ainda assim, não ter conseguido atingir os MEUS objetivos ou os objetivos que estavam previamente definidos.

Então, é importante começar por uma coisa básica: autoconhecimento. Se eu souber bem como eu sou e o que quero (conhecer-me), serei capaz de definir objetivos concretos com maior facilidade. Por vezes, perguntas simples podem deixar-nos sem saber o que responder, pois não estamos habituados a saber diferenciar o que é a nossa opinião e a opinião de terceiros, por vezes familiares e amigos.

Depois vem outra parte relevante, não há duvida que a nossa capacidade de perceção é sempre limitada e em parte, condicionada pelos nossos valores, crenças e naquilo que acreditamos que é ou não possível ou, por outro, naquilo que se é ou não capaz de fazer. Nem sempre conseguimos ser claros quanto a isto, podemos sentir que podia ser bom mas que não somos merecedores dessa “sorte”.

É por isso que se trabalha tanto no conceito de mindset. No fundo, significa que eu tenho um background mental que é capaz de ser flexível o suficiente para se adaptar a circunstancia menos positivas, continuando a acreditar no meu potencial e na minha capacidade para superar ou atingir resultados.

Sendo assim fica claro, para atingir objetivos é preciso tomar decisões (por vezes muitas…) começando por identificar o problema/o motivo/a razão a ser atingido/resolvido e a pergunta que precisa responder.

É crucial fazê-lo com coerência e sem pressas, deste modo a sua análise vai ser mais “clean”. Posto isto, vamos à causa que nos trás aqui hoje – 8 Passos que me vão ajudar a atingir objetivos com mais certeza e mais facilidade:

Passo 1 – Identificar o problema

Identificar o problema/o motivo/a razão parece ser fácil, mas na verdade é muito mais complexo do que aquilo que por norma fazemos, pois não basta saber o que queremos superar (meta a atingir), precisamos compreender porque é que aquela meta/objetivo é importante e para o que servirá depois de atingida, tanto para nós a nível pessoal (tem de fazer sentido ao nosso sistema de crenças) ou para aquilo que estamos a trabalhar.

Sem compreender a razão da necessidade, o nosso cérebro faz uma resistência brutal e daí surgem muitas vezes o que chamamos de procrastinação, não pela não vontade de fazer, mas pela dificuldade em fazê-lo, isto é, gerar ação/movimento/atitude.

Passo 2 – Reunir o maior nr. de informação relevante

Quanto mais informação se souber sobre o que queremos atingir maior a probabilidade de chegar lá. O mais difícil aqui é mesmo, saber que informação interessa da que não faz falta. Uma coisa é certa, quanto mais detalhes, mais conhecimento se detém, logo mais facilmente podem surgir diferentes opções para atingir resultados.

Se houver essa oportunidade, faça perguntas sem ter medo de parecer tolo, pois quem quer saber precisa questionar. Se não compreendeu algo, volte a questionar, pergunte para que serve e o que se está à espera que aconteça depois desse objetivo estar cumprido. A maioria das vezes quando algo não nos está a fazer muito sentido a probabilidade de não investirmos nessa informação ou nesse caminho é bastante elevada, visto que há uma perca do nosso interesse (da nossa atenção) e deixa-nos desmotivados.

Passo 3 – Identificar as possibilidades (pensar também em plano B e possíveis consequências)

Quando falamos em “possibilidades” estamos sobretudo a falar sobre opções que temos disponíveis no presente, não aquelas que podemos vir a ter. No fundo, trata-se de diferentes caminhos que podemos tomar para atingir o ou os objetivos que queremos. Não é momento para descartar opções, isso vem logo a seguir. Neste momento só queremos colocar em cima da mesa hipóteses, todas as hipóteses pareçam possíveis e visíveis ou não, no momento presente mesmo que não nos pareçam à partida as mais interessantes ou as mais viáveis.

Uma boa forma de fazer isto é ouvir as pessoas. Ouvir pessoas com diferentes experiências de vida sem as julgar pode ser um exercício muito enriquecedor de informação e possibilidades. Visto que nos vai ajudar a criar ideias novas e talvez quem sabe, descobrir outras ideias que não estávamos a considerar.

Muitas pessoas não gostam de pensar em planos B, pois para elas ao fazê-lo é como se tivessem a tomar como certo que o plano A vai correr mal, o que é inteiramente legitima a justificação. No entanto, ter um plano B pode ser uma GRANDE VANTAGEM porque nos faz sentir mais seguros dos passos que vamos dando. A maioria das vezes o plano B nunca chega a ser ativado mas serve para que nos imprevistos mais graves, nos sintamos mais bem preparados para atuar rapidamente, visto que tivemos tempo no passado para pensar sobre eles, ainda que não tenhamos à data todas as informações. O mesmo acontece com as consequências. Todas as decisões trazem consigo consequências, evidentemente por cada decisão nasce uma consequência seja ela positiva ou negativa, por isso devemos tê-las sempre em consideração.

Passo 4 – Pesar as evidências (factos) e descartar os “Ses”

Chegou o momento de separar o trigo do joio. Depois dessa lista de possibilidades torna-se necessário, uma a uma, identificar as evidências e descartar os “ses” que são meras suposições. Há uma regra muito simples que ajuda bastante: tudo o que são factos (eventos baseados em evidencias reais) ficam, tudo o que são meras suposições não fundamentadas e baseadas no nosso sistema de crenças “ses…”, “mas…” e “e se…” são descartados.

Passo 5 – Escolher a partir dos factos

Agora que estamos perante factos, ou seja coisas concretas e comprovadas estamos com capacidade para tomar as tais decisões baseados em evidencias. Destes factos, vão existir alguns que vai gostar mais e outros que vai gostar menos. Porém, por agora o conselho é ainda não descartar nenhum. Uma boa opção é voltar a organizar a sua lista e seriar do ideal para o menos apelativo, isto vai-lhe dar uma boa perceção das opções disponíveis.

Mais uma vez, a tarefa pode parecer fácil mas se for uma daquelas pessoas muito perfecionista ou exigente consigo, pode chegar a um beco sem saída em que tudo lhe parece demasiado obvio ou tudo lhe parece demasiado fora da caixa, fazendo-a sentir-se desconfortável e pouco segura.

Passo 6 – Partir para a ação (com um plano step-by-step)

Ao chegar a este ponto a adrenalina dispara e o nosso cérebro começa a funcionar a mil à hora. Queremos fazer coisas e avançar, sem duvida alguma que este é um momento que dá gozo a todos, pois contagia não só quem está dentro da situação mas os demais à sua volta. Todos vão querer saber qual é o seu plano, como e quando pensa atingi-lo, mas aqui, muita atenção, os planos não são para andarem ai na boca do povo, por agora guarde-os para si e para os seus mais íntimos (companheiro/a um melhor amigo/a) e não mais do que isso.

Usar um plano step-by-step significa que o faça subindo degraus sem saltar nenhum. Organizar as ideias no momento vai ser complicado devido a todo o entusiasmo mas é fulcral para que possa atingir os SEUS objetivos. Faça mais uma vez uma lista por onde começar, o que precisa fazer primeiro. Divida cada degrau em tarefas simples e use uma check-list para não se esquecer de nada. Se precisar ao longo do caminho deixe sempre umas linhas dessa lista em aberto que podem vir a ser úteis.

Não se esqueça que este é um processo dinâmico, vai haver momentos em que vai sentir que tudo está a correr como previsto e outros, em que vai desesperar porque não sente que está a evoluir, tudo isto faz parte do processo por isso não desespere e mantenha o foco.

Passo 7 – Analisar os resultados

Com a chegada dos primeiros resultados é tempo de os analisar, avaliar e compreender se são os que esperávamos, se nos estão a levar em direção aos objetivos que queremos atingir ou, se por outro, nos estão a levar a um caminho diferente, melhor ou pior. Fazer uma analise concreta é essencial para que tenhamos com maior clareza o que está acontecer.

Passo 8 – Atingir objetivos ou voltar ao Passo 2 e repetir o processo

É certo que ninguém gosta de errar, muito menos ter de admitir que precisa voltar atrás se quer andar para a frente. Lembra-se de lhe ter dito que o processo era dinâmico? Pois bem, podemos não conseguir atingir os objetivos que queríamos à primeira tentativa e está tudo ok com isso. Podemos sempre voltar a tentar, mas desta vez, aproveitando o que sabemos de novo para mudar alguns pormenores e seguir o caminho. Quem subiu a primeira montanha também caiu muitas vezes até conseguir chegar onde queria, que seria o topo, o mesmo aconteceu na aviação com as primeiras tentativas de aviões e por aí fora.

Claro que se vai sentir frustrado se não o conseguir fazer à primeira, mas cuidado com essa frustração. Ela pode-nos fazer entender que não somos capazes e isso não é de todo verdade. Se por outro, atingir à primeira tentativa os objetivos que queria, ótimo! mas não fique por ai, lembre-se, de vez em quando rever o seu plano e quiçá aprimorar algumas coisas para manter a chama acesa.

Ideia essencial: A vida é feita de escolhas, fazemos milhões de escolhas e nem todas são conscientes. E por último, uma escolha é baseada no conhecimento e acesso à informação do momento, essa informação pode alterar-se com o tempo e nós não controlamos essa matéria, daí ser tão relevante fazer recolhas de novas informações.

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