Sentir, Pensar e Agir Saudavelmente: Os Benefícios do Bem-estar Emocional

Quando falamos em bem-estar emocional estamos a considerar a capacidade para compreender as nossas emoções e aprender a lidar com os desafios da vida de forma equilibrada.

“Ser-se emocionalmente capaz” é saber utilizar diferentes ferramentas mentais, emocionais e comportamentais para lidar com situações do dia a dia que nos causam stress, ansiedade, frustração e que nos põem à prova. Para tal, é preciso aprender a estarmos atentos a nós mesmos, não só atentos ao nosso corpo, mas igualmente atentos à nossa mente. É saber reconhecer os pensamentos e sentimentos e, aceitá-los, quer sejam positivos ou negativos.

Se há coisa que não devemos fazer é fingir ou negar sentimentos, mas podemos aprender a gerir melhor o peso que lhe atribuímos na nossa vida e, com isso, saber que importância deve ocupar na nossa cabeça.

 Atualmente e com as alterações dos últimos meses, muitas pessoas têm olhado de forma diferente para si e para a sua vida. Têm feito reflexões internas sobre o seu estado de felicidade, e feito comparações de como se sentiam no passado e como se sentem atualmente. O que parece mais estranho, é que uma grande parte, percebe que já se sentia mal há muito tempo atrás, sentiam-se a perder o rumo, ou fingiam ter encontrado o seu rumo apenas e somente, para não terem a necessidade de explicar a mais ninguém o seu desconforto e as suas dúvidas.

Felizmente, cada vez mais existem pessoas que começam a compreender que cuidar da mente é tão importante quanto cuidar do corpo.

Faço-lhe uma simples pergunta: Sente-se envolvido no processo de bem-estar emocional? Do seu próprio bem-estar emocional?

Existem formas diferentes que pode utilizar para o ajudar a refletir sobre o seu estado emocional atual. Vão desde coisas mais simples, que a maioria das vezes nos passam ao lado ou por olhares mais profundos. Ainda assim, é sempre importante olhar para dentro e fazer essa autoavaliação.

Comece por responder a estas questões:

 1) Tenho sido capaz de manter um equilíbrio das minhas relações entre o trabalho, família, amigos e outras obrigações?

2) Conheço-me bem o suficiente para saber aplicar técnicas e estratégias que me permitem reduzir o stress e gerir melhor esses momentos na minha vida?

3) Sinto que sou capaz de tomar decisões e não estou emocionalmente dependente de terceiros?

4) Tenho facilidade em definir prioridades na minha vida?

Cuidar dos nossos pensamentos

 Para conseguirmos manter níveis elevados de bem-estar emocional é preciso estar atento e desperto para fazer reajustes ao longo do tempo. Pense em si como um barco à vela. Para conseguir cumprir a sua rota com a maior tranquilidade e segurança possível, precisa saber “jogar” a favor do vento. Neste caso, é necessário reajustar as velas consoante o vento disponível. É o mesmo em relação ao bem-estar emocional. Mas não basta saber que “é preciso ajustar as velas”, é preciso saber como e quando o fazer. Uma manobra mal executada pode por tudo a perder.  Para conseguirmos encontrar esse equilíbrio, é fundamental saber o que fazer em relação ao bem-estar emocional e por isso devemos:

– Ter consciência e aceitar o que sentimos, ao invés de negá-los e tentar suprimi-los ou camuflá-los;

– Assumir uma forma de Ser e Estar com otimismo;

– Aprender a expressar assertivamente (verbal e não-verbal) as emoções e ideias;

– Melhorar os canais de comunicação com os outros, utilizando a clareza, transparência e respeito como pilares;

– Ser mais flexível a adaptar-se a mudanças, quer sejam provocadas por fatores externos e/ou internos;

– Estabelecer prioridades e aceitar que elas podem ser diferentes de outras pessoas;

– Compreender e encontrar as melhores estratégias para gerir o stress e que melhor se adequam a si;

– Aceitar que errar é um processo de crescimento/aprendizagem e não de incompetência ou incapacidade;

– Aceitar que a vida é e sempre será composta por aspetos e acontecimentos bons e menos bons, o que implica ocasiões de deceção e frustração.

 O bem-estar emocional ajuda-nos a sentirmo-nos mais capazes de gerir os diferentes momentos da vida, sentimo-nos mais competentes enquanto pessoas e melhores nas suas diferentes exigências da vida.

 Para tal, devemos estar disponíveis para:

– Realizar escolhas pessoas e decisões baseadas nos nossos valores e naquilo que nos define;

– Saber viver independente, enquanto compreende a importância de procurar e valorizar o apoio e ajuda dos outros, sejam eles familiares, amigos ou colegas de trabalho;

– Definir bem as nossas relações de interdependência com os outros tendo por base o compromisso mútuo, de confiança e respeito não só com os outros, mas sobretudo e em primeiro lugar, no respeito connosco próprios;

– Encarar os conflitos como momentos de potencial desenvolvimento das nossas capacidades de análise e adaptação, e ter a consciência que são eles que nos ajudam a definir quem somos e o que estamos dispostos a aceitar ou não na nossa vida e no nosso caminho.

– Ter plena consciência que é um direito e uma responsabilidade nossa cuidar de nós próprios, do corpo e da mente.

Aceitar que temos o direito a sentirmo-nos bem é uma ferramenta poderosa para a vida que deve ser encarada como um desafio, mas também, como o desenvolvimento do melhor de nós.

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