A Culpa é da Memória! Se não fosse ela…Seríamos Mais Felizes!

Vivemos num mundo viciado pelos estímulos e pelos triliões de coisas que acontecem pelas redes sociais (facebook, instagram, twitter…). A nossa memória tem muita capacidade, mas não é ilimitada como se pensa. Ela é sim, perita em arrumar a casa de modo a ganhar mais espaço. Perita em colocar coisas em box’s compradas no IKEA e etiquetar. Mas também é perita a empilhar informação como uma espécie de tetris  e isso é de facto muito bom. Permite-nos armazenar informação…mas também alterar a sua componente emocional.

Vários estudos têm chegado à mesma conclusão: o problema da felicidade não está em conseguir encontra-la, isto é, senti-la. O problema está na sua categorização e no armazenamento curto que fazemos dela. Somos altamente formatados para nos lembrarmos de coisas que nos magoaram no passado e nos remoem o pensamento vários anos, ano após ano. No entanto, temos muita dificuldade em recordar momentos prazerosos, repletos de felicidade. Porque é que isso acontece ?

 

Tal acontece porque, a maneira como o nosso cérebro processa a intensidade emocional da carga positiva é diferente do modo como processa a intensidade da carga negativa. Investigadores descobriram que o grau de envolvimento psicológico de uma pessoa, ou seja a maneira como a pessoa investe psicologicamente nas ações, momentos, comportamentos no seu quotidiano, influenciam a intensidade dessas mesmas reações, portanto, afectam a intensidade emocional que atribuem às suas experiências de vida. Tudo indica que o bem-estar subjetivo, a tal Felicidade, tende a ser maior quando a pessoa verdadeiramente está concentrada em objetivos tangíveis (coisas que podem ser concretizáveis num futuro a médio-longo prazo, por exemplo: tirar a carta, inscrever-se na faculdade, fazer uma viagem, visitar a avó…) e é sem dúvida, otimista em relação ao seu futuro (acredita que o seu futuro terá dificuldades e obstáculos, mas haverá sempre uma forma de ultrapassá-los). Por sua vez, (em modo efeito de bola de neve…), uma pessoa feliz está mais “sensível” a eventos de felicidade na vida e por isso mais facilmente é capaz de os reconhecer em pequenos momentos.  Para perceber isto, basta fazer um pequeno exercício, nomeie agora mesmo sem ter tempo para pensar 5 coisas boas que aconteceram consigo nos últimos 2 anos da sua vida e 5 coisas menos boas. O que é mais fácil nomear ? Talvez as coisas menos boas não é ? (Se se sentir muito feliz ao ler este artigo, provavelmente não vai sentir o efeito do exercício que propus. Isso é sinal que fosse está objetivamente focado na intensidade positiva das ações – Parabéns!).

 

Não obstante, o que observamos muitas vezes no seio dos nossos amigos e familiares é que existem coisas que motivam mais umas pessoas do que outras. É “normal”, estamos habituados. Pois bem, nem sempre estamos concentrados em nós mesmos. Passamos demasiadas horas a pensar nos outros e como eles “aparentam” estar felizes. Em relação ao bem dos outros, parece que temos uma tendência inata para a descobrir mesmo numa agulha num palheiro, e o nosso bem? Temos sempre mais dificuldade…mas certamente alguém, achará que estamos muito bem e devemos ser muito felizes porque temos isto ou aquilo.

A felicidade começa quando deixarmos de pensar nela, como escrevi uma vez, mas começa também quando aceitamos a vida com vontade de a viver. Mas isso implica um esforço acrescido que muitos de nós fazem-no arrastando-se à custa dos sonhos dos outros. Toquei no ponto? Existem sonhos comuns entre pessoas e sonhos próprios. A felicidade também se constrói quando fazemos a nossa própria caminhada, traçando objetivos, subindo patamares, resolvendo problemas diariamente.

É importante lembrar o nosso cérebro dos bons momentos pelos quais já passámos e acreditar que eles podem muito bem voltar a acontecer se nos permitirmos a nós mesmos, acreditar (com a tal intensidade) neles.

“A qualidade de vida e o bem-estar subjetivo dependem também do que a pessoa faz efetivamente para ser feliz. Se desenvolve metas que dão significado à sua existência e se usa plenamente a sua capacidade intelectual ou o seu potencial para atingir objetivos e satisfazer suas necessidades.” Diener, Suh e Oishi (1997) e Csikszentmihalyi (1999)

Ao longos dos artigos do blog, fui falando algumas vezes na questão do Tempo e como ele é tão importante na nossa gestão comportamental e mental. Volto a reforçar um fato em relação ao Fator Tempo e em relação ao Fator Felicidade: Quanto mais tempo se envolver em atividades que lhe causam uma sensação de prazer e controlo, portanto, bem-estar e consequentemente felicidade. Estará a aumentar o numero de acontecimentos positivos na sua vida e em principio, como tal existirá uma tendência para que a intensidade emocional nesses momentos aumente, pois estaremos mais disponíveis para abraçar esses momentos na nossa rotina.

 

Existem 3 categorias de Atividades:

  • Produtivas – aquelas que resultam em algum produto como trabalhar e estudar.
  • Manutenção – aquelas que servem para manter as necessidades básicas e de conforto como a limpeza da casa, lavagem da roupa, cozinhar, etc.
  • Prazerosas – aquelas que estão relacionadas com o lazer e o modo como aproveitamos os “tempos mortos”.

 

Então talvez seja importante pensar: Quanto tempo  de ocupação tem cada uma destas atividades no seu dia composto por 24 horas ?

 

Boas reflexões!

Beijinhos e Abraços

FC

 

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