A Arte de Persistir e Não Desistir

Considera-se persistir como o acto de dar continuidade a alguma coisa mesmo que existam obstáculos, continuar em frente, insistir. E o que é desistir ? Desistir é não continuar algo, deixar inacabado, mudar de opinião, deixar o trabalho, abrir mão de. Portanto, podemos em certa parte afirmar que desistir é o contrário de persistir e vice-versa. Bom, então, em primeira instância a decisão é sempre nossa!

A arte de equilibrar as duas forças parece dificilmente árdua, no entanto, o que acontece na verdade é que ficamos demasiado focados nos problemas e não nas soluções e por isso desistimos ou temos dificuldade em persistir. Em ambos os casos, por vezes acontece finalmente chegarmos à resolução e é ai que pensamos “afinal as coisas foram bem mais simples do que no inicio”. Faz ideia porquê ?

Porque o nosso cérebro é um sistema maravilhoso de conexões que escolhem o que fazer, propositadamente para nos ajudar…ou não. Quando temos um big problem a primeira reação é a ativação emocional e entramos em pânico, medo, receio do desconhecido. Essa é a parte mais intuitiva e primitiva do nosso cérebro a funcionar. Quando nos “acalmamos” e começamos a ver a poeira baixar, normalmente sentimos-nos cada vez mais seguros. E isso dá-nos uma sensação de algum controlo momentâneo. Porém, ainda não vemos “a luz ao fundo do túnel”, a esperança, embora ativa ainda não nos permite ver as soluções que tantas vezes estão bem ali diante de nós.

O que é mais importante na resolução de um big problem ?

Manter-mos a calma ajuda, mas não é suficiente. Se queremos atingir algo, precisamos de persistir se não queremos desistir, mesmo que nesta fase ainda não sejamos capazes de focarmos-nos nos erros e nas coisas que podem correr menos bem. Todas as nossas decisões, acarretam em si consequências que podem ser positivas ou negativas. Sabemos que muitas vezes para resolver um grande problema precisamos de grandes medidas…falso! Precisamos sim de uma estratégia afinada! Mas como ? Se tudo parece ir parar ao mesmo lugar e sentimos-nos em queda sem abertura de para-quedas!

Como definir uma estratégia afinada ?

  1. Identificar o problema: Saber que características apresenta, quais as partes que estão envolvidas, que consequências negativas e positivas poderão afectar-nos e afectar os outros. Se não definirmos muito bem o problema em causa, muitas vezes estamos a gastar energias a tratar de assuntos que na verdade são consequências do primeiro problema inicial e em vez de resolver o problema, estamos a contribuir para que ele se torne cada vez mais complexo e difuso.
  2. Dividi-lo em partes: Pense no problema como um grande bolo. Para dividir o bolo por mais do que uma pessoa terá que partir várias fatias, então, comece por separar as fatias do seu problema partindo do principio que quanto mais partido ficar a “mais pessoas o bolo pode chegar” e será mais fácil transportá-lo se assim tiver de ser. O mesmo acontece com os problemas, quanto mais formos capazes de os dividir, mais facilmente conseguimos move-los de lugar e isso pode dar imenso jeito para o passo seguinte.
  3. Traçar objetivos/metas a atingir: Se queremos resolver um problema, precisamos dividi-lo em partes mais pequenas, mas não só. Importa também definir os objetivos que se pretendem atingir com essas partes. O que queremos? Sim! queremos resolver o problema, mas de que forma?  Deixar que ele ocorra menos vezes e em menor intensidade ? Deixar que nos afecte? Deixar que nos obrigue a fazer determinada coisa ? Depois de traçados os objetivos a atingir é importante começar a planear a ação.
  4. Planear: O pior que pode fazer é traçar objetivos sem traçar um plano, um caminho. Pode escolher ir pelo mais curto, pelo mais longo, pode optar por ir por um caminho controverso, mas terá sempre de definir etapas, planear cada uma delas. Sem planear não pode nunca estar um passo mais à frente de forma segura e objetiva. Se não, quando reparar nisso vai estar a andar em círculos durante muito tempo sem avançar.
  5. Ser ativo: É aqui que a maioria das pessoas fica presa  e desiste. Este é o ponto alto da questão. Quando queremos resolver um problema é natural que no inicio até tenhamos muita energia para gastar nele, porém, quando as coisas começam a falhar a tendência é “vou deixar as coisas como estão, estou farto(a) de tentar!”. Mas quando paramos para analisar e sermos mais críticos, quando foi que a pessoa foi parte ativa do processo ? Quando é que em vez de se lamentar a tudo e a todos, foi à procura de chegar às soluções e parou de reclamar com o problema ? É certo que é muito difícil passarmos de agentes passivos para ativos, temos uma tendência muito vincada em ficar à espera dos outros ou que algo aconteça. Neste caso, faça algo acontecer!
  6. Acreditar que é possível: Este ponto é bastante sensível, pois muitas pessoas podem dizer-se acreditar nelas próprias, mas às vezes esse acreditar não é verdadeiramente sentido. Costumo dizer que conseguimos-nos facilmente boicotar a nós próprios, pelo simples facto de enchermos a mente com pensamentos negativos sem fundamento. Pare de afirmar que o mundo resolveu virar-se do avesso! Se ele se virou, então vire com ele. Talvez a perspectiva seja outra e proporcione novas formas de olhar para a mesma coisa.
  7. O Tempo: Somos inimigos do tempo, pois queremos tudo pressa e bem. O tempo é fundamental e pode ser nosso aliado ou nosso inimigo. Aprender a gerir bem o tempo que dispomos para resolver um problema, faz com que não deixemos que ele afecte outras partes em nós, outras esferas da nossa vida. Se tudo conjugado, é provável que entre em burnout (síndrome de exaustão emocional).
  8. Criatividade: Os maiores inventores do mundo foram ou são os mais génios criativos. Para chegarmos às soluções, somos muito bons a fazer copy-paste de algo que já fizemos antes ou depois de ouvirmos o conselho do nosso melhor amigo. Não tem mal nenhum nisso se conseguirmos chegar à resolução do problema. Importa, referir no entanto que esse sistema não é infalível e uma verdade absoluta. Até mesmo estas estratégias que vos partilho não quer dizer que tenham de ser aplicadas por esta sequência ou da mesma forma. Cada pessoa, dará o seu cunho pessoal e colocará todas as suas características nele. Ou seja, não temos de seguir o mesmo plano, os mesmos passos, a mesma história. Pois, provavelmente chegaremos a um beco sem saída. A criatividade toma aqui o seu papel. Quanto mais criativos formos nas ideias (mesmo que nos pareçam sem sentido) mais hipóteses temos de sair vencedores. Não é fácil ser-se criativo e não é fácil ensinar a nossa mente a utilizar essa ferramenta, mas quanto mais vezes a utilizar maior competência vai conseguir adquirir.

 

Se ainda não chegou à resolução, resta-lhe um ultimo passo, que pode ser o primeiro se assim o entender. Passo 9. Persista novamente, talvez necessite de ajustar os seus objetivos ou clarificar melhor as características do problema. Lembrem-se, os problemas não são imutáveis e por norma costumam perdurar no tempo, mas você chegará lá tenho a certeza!

Os que desprezam os pequenos acontecimentos nunca farão grandes descobertas” Augusto Cury

FC

Se precisar de ajuda para resolver os seus problemas conte comigo.

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